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Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008


UM JORNAL E SUA CIDADE



"Em Nova York, todos os prédios se tornam vermelhos no fim da tarde e azuis após a chuva". Essa imagem, usada por Renzo Piano para descrever os efeitos da luz natural na cidade serve apenas para criar o clima enquanto apresenta sua nova criação: "Este prédio vai ser ainda mais metamórfico". Este prédio, no caso, é o New York Times Building, recém-inaugurada nova sede do jornal mais influente de Manhattam, talvez até um pouco mais.

Apesar de entrar direto para a infame lista de edifícios o-meu-é-maior-que-o-seu da cidade (medalha de bronze - por enquanto) este não é nem de longe o seu principal atrativo. Pelo contrário, são nos pequenos detalhes que se manifestam as diferenças fundamentais entre ele os outros colossos de aço e vidro com quem divide o distrito de Times Square.

A "metamorfose" prometida ficará a cargo de finíssimas barras cerâmicas instaladas na face oeste do edifício, que além de proteger os grandes planos transparentes como um brise, tem o objetivo de reproduzir com fidelidade as nuances luminosas que a cidade vai adquirindo ao longo do dia e das estações - o que no caso de nova York, é uma variação que vai bem além das cores primárias sugeridas por Piano.

Ao contrario da clássica (e infeliz) fachada de vidros espelhados - que infalivelmente transformam alguns de seus contemporâneos em radiantes edifícios embalados a vácuo - o efeito que essa pele dupla tem é a revelação simultânea tanto da (intensa) dinâmica interna do prédio quanto do impacto que cidade tem sobre ele. Há "um clima", literalmente, entre o edifício e a cidade.






E a intensidade dessa relação é ressaltada pela forma com o edifício toca seu solo, oferecendo generosas circulações públicas até um arborizado átrio central, por onde é possível passear, almoçar e claro, comprar - afinal, it’s America.

Como metáfora para um jornal, os conceitos de transparência e permeabilidade associados à imagem de um edifício que no qual se enxerga a cidade e do qual é possível enxergá-la não poderiam ser mais impactante. Existem, claro, várias formas de se construir a imagem de um jornal, mas em poucas delas se pode dizer que literalmente ficarão gravadas em pedra. No caso, também em delicadas peças de barro cozido.

É bom poder identificar obras nas quais a arquitetura ainda pode ser lida assim, em diferentes freqüências; a imponente impressão visual não se esgota em suas metáforas, mas funde-se a elas como uma resposta que atende à várias perguntas. Assim como as grandes aberturas transparentes respondem não só ao desejo de intercambio visual entre cidade e edifício, mas ao complexo desafio de solucionar o consumo de energia na cidade que nunca dorme, e consequentemente, não apaga as luzes.

Entre tantas revoluções técnicas e estéticas, a arquitetura recente já nos habituou à linguagens menos sutis, a ponto de já olharmos com certo desdém a prometida safra chinesa de "bolhas", "ninhos" e outros grandes "objetos-exageradamente-identificados" que vem por aí. De leitura rápida e fácil, esses edifícios dão manchetes tão bombásticas quanto passageiras. E aí reside o grande mérito da nova edição do New York Times Building: ele pode passar despercebido na multidão de publicações que é Times Square, mas é certamente uma excelente leitura para um fim de tarde - a cada dia um novo editorial sobre a relação entre um jornal e a sua cidade.





Publicado originalmente na REVISTA MORAR - Folha de São Paulo de 29 de Fevereiro de 2008







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Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008


ENIGMAS CHINESES



29 de fevereiro parece ser um dia excelente para inaugurar qualquer coisa - exceto se você pretende comemorar aniversários dessa coisa. Deve existir lógica na China, eu é que não consigo enxergar. Anyway, é amanhã. Inaugura-se (rufem os tambores aí) “o maior aeroporto do mundo”.

Lord Foster diz que é também o melhor, e eu não duvido, apesar da competição ser menos complicada do que parece. Dificilmente um aeroporto não tem sua estética baseada em novas tecnologias, e assim sendo, o desenvolvimento tecnológico tende a transformar os últimos em primeiros. Esperem só o anexo de Cumbica. Esperem.

Caso vocês queiram ver uma imagem bizarramente grande do aeroporto, aqui . Caso contrário, na Mansão Foster para Projetos Inimagináveis.


Ah, o enigma, claro, é como verificar o Feng-shui em um aeroporto desses.


PS: Se bem que no Kansai, pelo visto, dera um jeito. Grandes Projetos do Tipo Água da Humanidade.

Ê,humanidade.




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Terça-feira, Fevereiro 26, 2008


Depois de muito tempo ausente...

Agora este blog conta com um correspondente internacional exclusivo.




(fotos minhas mesmo)

Ainda estou sem internet full time, portanto inicialmente estarei com baixa atividade.

Abraços

escrito por Lucas Corato



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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008







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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008


Sessão projetos que gostaríamos de ver construído, qualquer que fosse ele.


Estádio do Timão. Agora vai?

Como bom corintiano, aguardo ansioso o tão falado Estádio da Fiel. Onde poderemos em catarse colocar todo o nosso masoquismo à prova e ver triunfos ou atrocidades, como a volta do Marinho e do Betão pra zaga.

Mas casa é casa, e sendo sua, tudo muda. As pessoas brincam, fazem a maior algazarra de nós, este povo sofrido, como hebreus sem rumo. Nosso mar vermelho agora é Marginal Tietê. Nosso Monte Sinai é um galpão abrigado por vascaínos.

Jogar sem estádio é como falar "Vamos brigar, mas vamos na sua casa porque na minha não cabe todo mundo". Ou ter que ir na casa do vizinho rico, porque na sua não tem churrasqueira. É o fim, é constrangedor. Sem falar em motivos práticos, econômicos e de marketing. Mas isto é outra história...

Clicando na imagem vai para a página com matéria no G1. Aqui, um link de um croqui abominável, mas temos que mostrar todas as fontes, certo?

Pelo menos, abandoram a idéia daquele brasão gigantesco a ser visto do Google Earth. Vai Corinthians!!!





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Terça-feira, Fevereiro 19, 2008


Meu pirulito é maior que o seu


eu tinha escrito - juro - um post sobre esta imagem. mas ah! Eis que a minha sessão "expirou" e como eu tenho esse abjeto costume de escrever direto por aqui perdi tudo. Fica só o link para o site oficial, clique na imagem.



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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008


De como uma nova informação muda totalmente o seu conceito de como a cidade - a.k.a o Mundo - pode e deve funcionar.



Walking does more than driving to cause global warming, a leading environmentalist has calculated.

Food production is now so energy-intensive that more carbon is emitted providing a person with enough calories to walk to the shops than a car would emit over the same distance. The climate could benefit if people avoided exercise, ate less and became couch potatoes. Provided, of course, they remembered to switch off the TV rather than leaving it on standby.

The sums were done by Chris Goodall, campaigning author of How to Live a Low-Carbon Life, based on the greenhouse gases created by intensive beef production. “Driving a typical UK car for 3 miles [4.8km] adds about 0.9 kg [2lb] of CO2 to the atmosphere,” he said, a calculation based on the Government’s official fuel emission figures. “If you walked instead, it would use about 180 calories. You’d need about 100g of beef to replace those calories, resulting in 3.6kg of emissions, or four times as much as driving.



continue lendo sobre isto aqui.

obs: indicação do Sr. Péra.



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Terça-feira, Fevereiro 12, 2008


The Chicago Spire
continuação do post abaixo...

a planta


o pirulito


Aqui o link do emprendimento



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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008



mc escher car



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Sábado, Fevereiro 09, 2008


Ta vendo o espaço a direita da avenida, entre ela e os predios.






Se eu te falar que vai ser construido ai o 2° maior predio do mundo voce acredita?





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Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008


The water cube PTW + ARUP



O tempo passa, né? Pois bem, há 5 anos este projeto começou a ser construído. Há 5 anos este blog acompanha o seu desenvolvimento. Acha que não? Vai vendo aqui, aqui, aqui e aqui.

E, enfim, foi inaugurado. Ao que pese que ele nunca será limpo e bonitinho como a maquete por conta da qualidade de ar da capital chinesa (matéria na última Veja, sumário aqui) o resultado final não só é impressionante como de fato interessante - para quem torcia o nariz. Particularmente eu gosto do conceito em si, e da resolução técnica das camadas de ar que ajudam no controle térmico e luminoso da edificação. Ao ver fotos da estrutura, parece um tour de force exagerado, porém - e ao contrário - o resultado final é leve e delicado. Como uma bolha.

Há uma boa análise do projeto neste blog português, mas o que mais me interessa é a idéia de se fazer uma arquitetura específica, intrínseca a própria construção, sua finalidade e a cultura em que está inserida. Se o projeto fosse parar nas mãos de um Gehry, Meier ou Niemeyer da vida, só iria parecer mais uma obra de um de um Gehry, Meier ou Niemeyer da vida.
Se fosse parar nas mãos do Koolhaas ia parecer a Estrela da Morte, ou um bloco de Tetris. Se fosse o paulinho, ia parecer o Mube. Graças ao bom Deus, não foi.



Mais informações? Segue aqui o site oficial, aqui a página da construtora Arup, aqui uma matéria da Reuters e aqui várias fotos no Flickr. Claro.. o site da PTW , os intrépidos arquitetos australianos responsáveis.

Ah, e um vídeo, aqui.




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Arquitetura Russa











... mas, poderia ser no Brasil...



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