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Sexta-feira, Abril 20, 2007


DA SÉRIE GRANDES UTOPIAS, GRANDES NEGÓCIOS

1. A gloriosa Coréia do Norte e suas ruas congestinadas. De medo.


Mark Edward Harris


Well, não estranhem o dimensionamento das ruas.
Apenas pensem "tanques".





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Segunda-feira, Abril 16, 2007


A maior organização não governamental do mundo é uma prefeitura

Julius Caesar Maia, benevolente imperador da Bósnia Leopoldina, em ato de magnânima sagacidade, proibiu a construção de marquises.

Desde a instituição das comissões de fachadas dos bairros não se via tamanha eficiência para defender os contribuintes desses famigerados arquitetos. Talvez seja o primeiro elemento arquitetônico modernista declarado ilegal na história. Justificativa: uma, sim, uma marquise, provavelmente construida a moda de Naya, caiu sobre uns desavisados desse nebuloso perigo.

Já seu camarada Kassabsky não deixou por menos. Encaminhou para os gulags imemoriais todos esses outdoors, porcos e capitalistas, implantando a revolução das alvenarias ruças por toda São Peterspaulo.

Claro, esperemos por algumas complicações. No caso do brutalismo paulista, alguém vai ter de dizer o que é laje e o que é marquise.
Além disso, a notória dificuldade de relacionamento entre celebridades e janelas corridas em andares altos podem gerar novos enquadramentos. Até porque não chega a ser muita especulação imaginar que possam entalar suas cabeças em um brise.

Mas no geral, as medidas são exemplares; o senso de prioridade salta aos olhos. Afinal esses outdoors estavam interferindo muito na fruição delicada que exigem as obras de grafiteiros por toda a cidade. Agora sim, poderemos descansar nossos olhos com calma sobre estes oásis visuais enquanto continuamos (ah, besteira!) presos por horas no lago do anhagabau.

A acusação de que a cidade parece uma Budapeste de vinte andares é no mínimo exagerada. Digam-me onde, em todo o leste europeu, a paisagem nos brinda com esse pontilhado aleatório de maquinas de ar condicionado, preenchendo o skyline paulistano com uma dinâmica bastante arrojada, além de finalmente revelar de onde é que pinga aquela água (ah, quem se importa?) todo dia em nossas cabeças.

Legislando sobre arquitetura e paisagismo, esses democratas oferecem uma síntese perfeita de como governam. O antigo método provou-se superado. Essa mania de analisar uma questão caso a caso é coisa de burocrata e no fundo uma grande perda de tempo: ninguém perderá um centavo de apostar, de antemão, que não importa qual o problema, o culpado é o arquiteto. Ou o paisagista. Em ultima instância, o urbanista.

O negócio é legislar por subtração; deu problema no varejo, corta no atacado. Tivessem agido assim desde o Palace II, mais nenhum prédio, marquise, ou mesmo um artista teriam caído sobre ninguém.

É como diria o nosso presidente: menas é mais.





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Terça-feira, Abril 03, 2007


Intimidades de um arranha-céu
(escrito originalmente para o meu outro blog)



foto de autoria desconhecida (fonte: http://www.90ways.com/critarchive/crit19.php)



foto de autoria desocnhecida (fonte: http://urinal.net/ - vale a pena visitar!)


Sede do Commerzbank, Frankfurt, Alemanha, por Norman Foster


escrito, na verdade, por Lucas Corato



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