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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007


Você liga a tevê de manhã no jornal e tem o Carlos Bratke falando.

Falando de como um dia olhou as casinhas e as favelas da Marginal Pinheiros e enxergou uma oportunidade.

Depois Nestor Goulart, falando sobre... sei lá, claro, a esse momento você se pergunta o que eles estão fazendo na tevê, ainda mais a essa hora da manhã. É aniversário de São Paulo. Então é hora de convocar os profetas do apocalipse - como sempre, arquitetos - pra falar do único assunto que interessa sobre São Paulo para o resto do Brasil: como é que pôde, e como é que pode uma cidade ficar assim. Para a tarefa, os antípodas clássicos: o tubarão imobiliário e a carpideira do espaço-tempo perdido. Antes de um mísero café, desculpem, é foda.

O mundo dos nossos urbanistas é mais ou menos o de Walt Disney. Objetos inanimados ganham vida e complicam a vida dos nossos heróis: carros blindados, grades eletrificadas, câmeras em circuitos fechados insistem em atacar nossa indefesa cidadezinha. Nem uma palavra sobre insegurança ou violência, nem sobre a falta de uma rede em escala de transporte público. Os problemas são os carros, os muros e cercas desse povo que insiste em não esperar que o governo faça a sua parte, tentando resolver as coisas do seu jeito, essa extravagância de tentar chegar em casa vivo e a tempo de jantar.

Fuksas, ainda ele, diz o seguinte na AU desse mês: "Não acredito em urbanismo nem em arquitetura. Acredito que a cidade de 20 milhões de habitantes seja algo diferente. Não pode ser a cidade medieval ou a Paris do século 19 (...) O urbanismo e o conceito de espaço urbano acabaram. Precisamos entender algo que nunca tivemos". Percebem? Estando ele certo, há algo de muito errado acontecendo por aqui. As carpideiras do espaço-tempo perdido precisam se tocar e começar a pensar a cidade quem vem por aí, e não a que já foi. E os tubarões imobiliários precisam parar de dar tiros no próprio pé, e descobrir que esse volume embaixo do tapete é uma cidade, antes que seja tarde. Mas isso pressupõe enfrentar a realidade; eles preferem culpar os carros, os muros e claro, eu e você.

Onze milhões de pessoas. O dobro do Rio. Quase três Belos Horizontes. Calma, isso é só a cidade: se contar a região metropolitana são vinte milhões. Com uma malha pífia de metrôs. Com índices altíssimos ainda que decrescentes, de violência. Eppur si muove. Com dificuldade. Mas se move. Mas o problema do Doutor Nestor é que as famílias não saem mais para passear no centro como antigamente. Reparem: habilitar um centro para 20 milhões de pessoas, eis a solução pra São Paulo.

Qual a melhor forma de agrupar tanta gente, como transportá-las para o trabalho e para casa em segurança, ou seja, discutir o quem vem pela frente não passa pela cabeça de nenhum dos opostos. Bratke continua tratando uma gleba urbana com um lote, preenchendo com arquitetura a lacuna do planejamento atrasado da cidade, em benefício próprio. Nestor faz o de sempre, chora profissionalmente o leite derramado, exige soluções antigas para problemas inéditos. Sigamos as idéias de nossos dois profetas, e o apocalipse paulistano virá antes de interar 500 anos, talvez até antes da linha amarela.

Só por sobreviver a seus arquitetos e urbanistas, já vale o parabéns.





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Quinta-feira, Janeiro 11, 2007


"Tá chegando a hora..."



100 anos de Oscar


postado, na verdade, por Lucas Corato.



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Domingo, Janeiro 07, 2007



Sem mais para o momento.



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