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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Quarta-feira, Agosto 30, 2006




A idéia é utilizar caixas d'água translúcidas numa sequência modular que cria alternativas para um espaço musical intinerante.

As caixas contém luzes conectadas a um micro, e o Light DJ pode criar uma composição visual que acompanha o trabalho do DJ

No ModulorBeat há dois vídeos bacanas que mostram o funcionamento do sistema.

Me lembrou um pouco o D-Edge.

kiko




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Segunda-feira, Agosto 28, 2006


Bairrismos



Residência Olivo Gomes - Parque Burle Marx - São José dos Campos - SP

na verdade, escrito por Lost



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Terça-feira, Agosto 15, 2006


As Built. As Possible.

Fala-se tanto sobre o glamour de ser arquiteto - uma das profissões preferidas de Hollywood para um personagem que encontra um controle remoto mágico, por exemplo - mas estou certo de que os arquitetos sabem que não é bem assim. Olhemos o "As Built". O As Built não deixa duvida a respeito de que tipo de trabalho é arquitetura.

Pequenos projetos não comportam hoje em dia terceirizações extravagantes como um táxi ou um café espresso, por exemplo; contratar alguém para fazer o levantamento métrico então é equivalente a pagar alguém só para dar trim nos seus desenhos.

Sim, é meio chocante para o cliente ver aquela pessoa que outro dia estava toda arrumada sentada a sua frente assinando um contrato de projeto se esticando para fora de uma escada balançando enquanto grita para seu ajudante do outro lado do telhado "deu?? deu aí?!?"

Chocante mas real. Se o glamour resiste a esta cena, se resiste ao arquiteto-estagiário-de-si-mesmo, então ok, arquitetura é uma profissão glamourosa.

Mas pra mim, não importa até onde um arquiteto pode chegar, pode projetar uma cidade inteira ou dar palestras na ONU sobre o futuro da humanidade; arquitetura vai continuar sendo aquela profissão onde você eventualmente passa o dia se contorcendo em um banquinho com os braços abertos sobre a cabeça, tentando tirar uma medida que você sabe que não adianta muito ter, afinal está tudo fora do eixo, e você só está mesmo ali pela diversão perversa de olhar, na cara estarrecida do cliente, até que ponto você pode chegar como ser humano.




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Terça-feira, Agosto 08, 2006


Ruínas


"Blogueiros do século XVII" de Canaletto


Foi meio sem graça. Disappointing - e não me venham dizer que existe essa palavra em português, a não ser que você já a tenha usado - pra dizer a verdade.

Ficar um tempo afastado do blog não é exatamente férias; é férias de mentirinha, como a do Jamie Foxx olhando uma foto de uma ilhota no quebra-sol do táxi. Estive nessa cadeira o tempo todo.

Não que tenha sido desperdício; encontrei links excelentes, li bons textos, encontrei imagens belíssimas, escutei musicas diferentes, esculpi varios clips com um pedaços retorcidos de arame, ou o contrário, enfim, dei um tempo de ler e escrever sobre arquitetura no blog.

Na volta, o cenário desanimador.

Córregos suspensos, estupros arquitetônicos, um prédio-canivete. Praticamente um filme brasileiro.
É vocação de arquitetos falar de suas ruínas, isto é certo (e observem no quadro como ninguém quer saber de outra coisa) e é divertido as well; mas há ruínas e ruínas.

O fato é que depois de um tempo fora você acostuma coma idéia de que é realmente vulgar ficar analisando obras como esse Museu Nacional de (veja você) "Belas Artes", ou o prédio-canivete ou o funk da egüinha pocotó. Eles nem sonham ser belas obras, eles são como aqueles colegas de escola que viram as pálpebras ao contrário ou enfiam a mão inteira dentro da boca: aceitam a risada de alguns e o espanto nauseado de outros como pagamento de suas incríveis proezas.

É verdade que é difícil encontrar ruínas por aí que valham o comentário. Mas a verdade é que nem tudo nasce ruína.
Algumas tornam-se ruínas graciosas com o passar do tempo. O modernismo vem deixando como legado formidáveis ruínas.

Derrubaremos algumas, a chutes. Deixaremos outras em paz. De qualquer forma, não há pressa.








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