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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Quarta-feira, Novembro 30, 2005


Seção "Extreme Makeover"
Antes:


Depois:



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Segunda-feira, Novembro 28, 2005


3 comentários pra pegar a semana no tranco

* * * * *
Por todas as vezes que meus amigos - alguns bons - me chamaram de arrogante e elitista ao dizer que o Lula era um analfabeto funcional (assim como 26% brasileira, sabiam? Sabiam??) sou obrigado a não deixar passar em branco: ele até agora não conseguiu interpretar o texto do relatório final da CPI do Mensalão. O texto demonstra que existiu o repasse. O Apedeuta, tendo o lido o texto, já disse, em duas ocasiões diferentes, que ninguém provou nada. Não passa nem no ENEM.

* * * * *

Se um dia voltar ao programa arquitetônico das residências a alcova, o cinema acaba de vez. Estou irreversivelmente convencido de que o que arrasta as pessoas para o cinema hoje em dia é uma sala escura sem janelas com o ar ligado e ninguém te aporrinhando por duas horas. Eu faria fila por isso, não por essas coisas em cartaz hoje em dia, em São Paulo.

* * * * *

Este mês a AU quer saber se o arquiteto deve ter a obrigação de acompanhar a execução da obra que projeta. O cliente não quer pagar, a obra é longe, a gasolina é cara, mas porque não ser obrigado a acompanhar a obra? E porque não ser obrigado também a fornecer de graça um projeto a quem não esteja disposto a comprar? Well, poucas coisas demonstram tão bem o que os arquitetos acham de sim mesmo como as questões relativas a cobrar pelos seus serviços: para alguns arquitetos, cobrar pra acompanhar a obra é tão chocante quanto se Clark Kent cobrasse visita técnica cada vez que salva a Terra. Ah, esses heróis...

Quando a poeira abaixar aqui no escritório, um post de verdade. Agora, para o alto, e avante!



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Shopping do Sílvio Santos
Brasil arquitetura e Marcelo Suzuki



Artigo no Vitruvius

Resumo da ópera:
Faz diferença que o shopping que será construído ao lado do Teatro Oficina (objeto de inúmeros debates ao longo de anos...) seja projetado pelo Júlio Neves ou pelos discípulos da Lina?



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Quinta-feira, Novembro 24, 2005


Da série comments que viram posts

A Torre do Masp





O texto que está no site da Vitruvius você lê aqui

post by Jeremias não bate corner



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Quarta-feira, Novembro 23, 2005


Seção Perguntas Quase Cretinas

Um presídio tem que ter saída de emergencia para evacuação durante incêndio?



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Terça-feira, Novembro 08, 2005


Off the records

Etiqueta, essa coisa burguesa, no Brasil fica na prateleira de moda, não de comportamento. O brasileiro a usa um dia por semana e ela fica o resto do tempo amassada num cesto esperando, mal cheirosa, por um passeio na lavanderia. Normalmente é domingo, e vai o brasileiro exibir sua etiqueta no restaurante, chamando o garçom de campeão.

Democracia no Brasil fica na prateleira de contagem de votos, não de valores. O brasileiro acha que se votou, é democrático, e se daí pra frente o eleito exigir que a oposição só se apresente em público de focinheira e cueca amarela, paciência. Minoria é sinônimo de loosers, fosse a idéia boa não estavam em minoria. A democracia para o brasileiro é uma reunião de condomínio, onde quem pode mais numericamente chora menos, e os incomodados que se mudem, literalmente. Essa é a voz das minorias no Brasil; a voz de despejo.

Vá lá, democracia é difícil mesmo. Ser minoria significa que a pessoa tem direito de se expressar, não que ela tenha razão. Tem o direito de tentar convencer as pessoas que não são daquela opinião, ou que nem tem opinião. Dificilmente convencem alguém de que dois mais dois são cinco, mas frequentemente convencem de que se tem bico de pato, pé de pato, cara de pato e faz quá-quá, pelo menos não deveríamos excluir a hipótese de que seja um pato.

Agora, etiqueta é fácil. Não mastigar de boca aberta é difícil, hein, hein? "Bom dia" é de bom tom até se você dormiu com a pessoa, ao contrário do que dizem; além de ser de graça, você repõe o estoque imediatamente depois. Imaginem a democracia sem etiqueta; aliás não imaginem. Liguem a tv. Querem dar uma surra no Apedeuta. É um mafioso, mas de que adianta bater nele? Ou xingar? Dude, o cara tem pressão alta e apenas nove dedos...

Etiqueta é um pressuposto da democracia. Com grosseria, você não discute nada, só mata a discussão. Ninguém se dá ao trabalho de ensinar a tabuada do dois pra Helouquisa Helena porque ela cospe, xinga, e mastiga o português de boca aberta. Se coubesse na boca, mastigava a própria democracia junto. Assim não dá, de volta pro cercadinho.

Então, pelo bem do desenvolvimento livre de idéias nos posts desse blog, por favor

- desligue sue celular ao entrar no blog

- use o guardanapo antes de tecer um comentário

- não link sua vida pessoal na frente de estranhos

E, sobretudo, por favor,

SE FOR BEBER, NÃO COMENTE; SE FOR COMENTAR, LARGUE A GARRAFA PELO MENOS.

Gratos pela preferência. Voltem sempre.



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Domingo, Novembro 06, 2005


Você, caro ex-aluno (ou não) do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (vulgo SAP.EESC.USP)

Foi lançado o site dos ex-alunos desta escola, e mais alguns links para comemorar os 20 anos de existência do curso. Passa lá, cadastre-se, e responda a pesquisa dando seus pitacos de como acharia melhor que o curso fosse.

Clique aqui

Kiko



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Quinta-feira, Novembro 03, 2005


Urbanismo em fim do mundo

Delenda est Brasília. Não é pedir muito, não precisa nem devolver o dinheiro. Nem mesmo derrubar, apenas concluir que a idéia não deu certo, that´s all folks, vamos tentar agora governar o país de uma cidade.

Fico imaginando se a impunidade do Governo Luthor da Silva seriam tão vergonhosa se nossos ilustres congressistas tivessem de atravessar a Avenida Paulista pra almoçar; (não vou citar outras capitais; conheço apenas o Rio, BH e Natal, e lembro que uma delas não tinha praia). Que pegassem uma filinha no Kinoplex de vez em quando, pelo menos.

Não é a questão da arquitetura, antes que pensem que alguma hora esse post vai chegar a alguma conclusão do tipo "a arquitetura vai salvar o mundo das cáries". A arquitetura de Brasília é filha de um esforço individual - e que se tenta até hoje vender como filha de uma cultura nacional, algo como dizer que o Brasil tem uma grande tradição no retardados por causa do Galvão Bueno - e se esgota em si mesma. Não deixou legado algum, além de uns pilares-alvorada em algumas varandas do interior. Não, nesse caso, a arquitetura não é o problema.

Nem o plano urbano. É problema só de quem mora lá. Um lugar onde caminhar não te leva a lugar nenhum (nem na esquina) nem merece nem ser chamado de cidade. A diluição da infra-estrutura urbana devida à ocupação rarefeita ao longo das asas, da cabine e do bagageiro torna a cidade absolutamente inviável do ponto de vista financeiro - são muitos quilômetros de luz, água e esgoto por habitante, em suma. Mas como eu disse, o IPTU é deles, I couldn´t care less.

O problema é a idéia de se criar uma capital. Uma capital não se cria, se reconhece. Paris era Paris antes da França ser efetivamente França; Roma dispensa uma superprodução da HBO pra ser reconecida como "a" cidade eterna. E Washington fica no coração da então colônia britânica; exerceram desde sempre o papel de território onde as decisões eram tomadas naturalmente, por pessoas interessadas nas conseqüências dessas decisões.

Bom, alguém pode até argumentar, ao estilo luzinácio, que ninguém sabe quem nasceu primeiro, a corrupção ou o desinteresse sobre a política, mas ninguém duvida que é ´preciso muito dos dois pra catapultar uma capital pro meio do nada, blindada contra choques ou contra um damn simple tomate podre.

A "representatividade democrática" do país permanece, desde a inauguração do seu parquinho de diversionismo, sem acesso ao seu principal mecanismo de defesa: o olho no olho, a discussão frente a frente, a possibilidade de um pedala robinho moral no seu representante sempre que alguém disser que "não existem provas". (Se eu fosse dono da Veja pedia repasse do Ministério Publico - já que é pra fazer o serviço todo...)

Enfim, tudo isso porque Brasília é o carnaval feito de planejamento urbano, assim como brincamos de urbanismo, assim como batucamos arquitetura - aí sim, escondido o nosso verdadero catalizador cultural. We don´t give a damn fuck for anything. ô-skindô.





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Quarta-feira, Novembro 02, 2005


Architecture in Concert





Gabriel, arquiteto e vocalista Lucas, arquiteto e guitarrista
Kiko, arquiteto e baterista Rafael, arquiteto e tecladista profissional de restaurante










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