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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Domingo, Junho 26, 2005


Publique seu projeto de arquitetura!

Basta colocá-lo aqui



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Sexta-feira, Junho 24, 2005


Todo arquiteto tem uma vaidade doentia.

Inclusive aqueles que desenvolvem trabalhos sociais e canteiros com favelados, índios, sem-terra. Mas a vaidade deles é contrária e muito mais sutil: é a vaidade de mostrar que não são vaidosos. A disposição à modéstia é atirada nas nossas caras, como se dissessem: "vejam como eu sou modesto, vejam como as minhas obras são modestas!!!" No âmago de cada arquiteto modesto, há a vontade de subir num pedestal, estufar os peitos e berrar: "Eu sou o arquiteto mais modesto do mundo!!! Jamais houve alguém tão modesto como eu". E se eles forem convocados para uma palestra qualquer, aí a vaidade atinge os píncaros: "a nossa linha de arquitetura é outra...", costuma repetir. E assim se revela a arrogância do modesto, vaidoso da originalidade atingida por meios inversos, cheio de pretensões de ser reconhecido como o Michelangelo da modéstia...

Quer mais? Visite o Escritório de Arquitetura Thobias



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Quarta-feira, Junho 22, 2005



Flavia Cancian e Renata Furlanetto
Residência, Araçoiaba da Serra-SP



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Praça 14Bis, ou Praça Campos de Bagatele



A praça foi feita da cooperação entre os setores público e privado. Um escritório de arquitetura viu a necessidade de reformar a praça e entrou em contato com o poder público e patrocinadores privados para viabilizar a reforma. Como o escritório não tinha paisagistas, O escritório do Rossin foi chamado para fazer o projeto e executar o trabalho. Segundo Rossin, o projeto em si não é muito complicado, uma vez que trabalha com uma rotatória sem uso, numa velha contradição de praça que não é praça. Outra praça projetada dentro do mesmo esquema pelo escritório foi a Praça Panamericana.
O projeto consiste num pomar, implantado num desenho ortogonal para que o paralelismo seja percebido para quem passa de carro. O Pomar é para atrair pássaros e "etc". Há alguns maciços de Pingo de Ouro ou Lantana. As Palmeiras são Palmiteiros (se o Rossin não se engana...) e outras que já tinham lá que só foram replantadas. Os caminhos foram refeitos (concretão mesmo) o 14Bis, símbolo da praça, nem foi mexido. O projeto ampliado você verá aqui

Texto escrito por Rossin e psicografado por Kiko
Projeto: M Faisal Paisagismo



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Quinta-feira, Junho 16, 2005








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Segunda-feira, Junho 13, 2005


THEY HAVE A WORD FOR IT

Coisa boa pra ler não falta essa semana, se é que isso é preocupação real de gente civilizada. E estou devendo o post sobre o Jencks, não esqueci, calma; mas ao meu lado, sobre o mouse, repousa uma pilha de papéis que só não tomba porque enrolada com o carregador do celular, que by the way, esqueci em casa. Mas desvio do tópico.
Aproveitem a semana para ler como são todas as pessoas que eu conheço pessoalmente (exceto Mein Partner e o Old Boy), descritas aqui, ora, por quem, pela Referência em pessoa.
E, para a descrição do que eu acho da humanidade (na sub-categoria jornalismo), não menos, reserve uns 10 minutos, também não menos, e entenda porque não dá pra ler nada impresso hoje em dia.



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Sexta-feira, Junho 10, 2005


Agora tem os dois, o novo e o antigo caso resolva ressurgir.
Os comentarios antigos eu ainda tenho acesso, mas quando coloco o codigo aqui nada aparece.
Se voce precisar de algum comentario antigo faça o requerimento em 3 vias autenticadas, deixe no departamento de arquivo morto, que em 4 meses sai a resposta.



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Calma


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Quarta-feira, Junho 08, 2005





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Quinta-feira, Junho 02, 2005







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BRILHO ETERNO DE UM PERÍODO DE LAMBANÇAS

Físicos, essa categoria de nome no mínimo irônico, discutem - tom baixo, as vezes sibilando - sobre o Tempo, existência do, inexistência do, relatividade do. E fazem isso no lugar mais apropriado do Universo (ou desse universo, no entendimento deles), que é a Universidade - nome também irônico, mais pela pretensão. É o lugar de direito de quem tem desvios na percepção do tempo.

Garimpando boas lembranças da minha experiência (não, nada científica) na Fantástica Fábrica de Professores, sinto uma quase-nostalgia da aparente imobilidade do tempo, aquela impressão de um eterno presente, onde seria possível estudar tudo o que existe naquela biblioteca feiosa umas duas vezes e ainda se formar dentro da grade curricular. É óbvio que eu não fiz nem uma coisa nem outra, até porque não acompanhei muito na linha a seqüência de marxismo estrutural, mas o fato é que até certo tempo depois ter recebido meu canudo-vazio-com-o-boleto-do-CREA-dentro eu ainda vivenciava a total falta de pressão do tempo sobre tudo o que eu fazia, inclusive projeto - e é aí que está o problema.

Um chef de cozinha (insisto no exemplo) administra basicamente tempo e a altura do fogo; um fotógrafo administra tempo e quantidade de luz; um músico administra tempo e coordenação motora, enfim, para todo produto estético viável o tempo da produção é parte constitutiva do produto, não podendo ser vendido separadamente, e isso é um conceito que se aprende, veja que brilhante, enquanto se aprende a própria atividade.

É por isso que acho fascinante o ensino de arquitetura que eu tive, tamanha revolução didática. A "arquitetura" é tudo o que importa. O tempo não importa, as medidas não importam, e as medidas vezes o tempo ao quadrado, vulgo gravidade, não importam ao quadrado. Expandido para outras atividades, esse método de ensino nos legaria uma legião de chefs explicando ao cliente que o frango está cru porque ele demorou pra fechar o programa dos acompanhamentos, fotógrafos explicando para a noiva que o casamento foi muito rápido, você sabe que não é assim que se acha um ângulo ideal, enfim, teríamos violinistas indignados gritando que isso é um allegro, não um rock, entendeu, meu senhor, e que ele acaba de tocar no mês que vem.

Projeto é arquitetura dentro de um prazo. E é isso que torna as grandes obras de arquiteturas raras, é o que as tornam particularmente admiráveis pra quem faz arquitetura. O arquiteto que consegue controlar o fogo do cliente, a luz sobre pontos frágeis do projeto e a harmonia entre os projetos complementares, essa figura que costumamos apelidar de gênio da arquitetura pode ter aprendido isso em um instituto penal, num livro de auto-ajuda ou num monólogo de Obi-Wan McGregor, mas numa faculdade de arquitetura é impossível. Ali o tempo é imóvel. Acomodados entre escarradeiras, mata-borrões e socialistas, temos sempre, e para sempre, a profunda certeza que o tempo é uma abstração dos físicos, é problema deles, e que em última instância, dá pra varar a noite da véspera.

PS: Três valiosos prêmios para quem chegou até aqui, e está cansado de perder tempo neste blog: minhas três propostas para esse milênio, a leveza, a inquietude e a experiência.



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