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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005


Project Les Halles


Les Halles. Quem já foi a Paris passou por ali. Com mais de mil anos de história, a região de Les Halles localizada na área central da cidade tem como tradição histórica o comércio. Desde o século XII os parisienses tem caracterizado a área como um imenso "bazar", o mercado central da cidade onde poderiam ser encontrados o "grosso" do comércio de alimentos, abate e comércio de carne, de têxteis, calçados...


Com o crescimento da cidade e da população, a área tornou-se preocupação dos dirigentes locais devido aos problemas de higiene (animais eram abatidos no local para comercialização de carne), segurança e circulação. Em 1842, o prefeito Rambuteau designou a "Comissão Les Halles" para estudar a possibilidade de remoção ou melhor instalação do mercado. Lançou-se um concurso arquitetônico em 1848, e o vencedor arquiteto Victor Baltard propôs a continuação do mercado no local com a construção de 12 pavilhões cobertos de estrutura metálica e cobertura de vidro. Dez destes pavilhões foram construídos entre 1858 e 1870, sendo os dois restantes finalizados em 1936.


Os problemas decorrentes do crescimento da cidade, e a persistência de antigos como a higiene levaram à transferência do mercado em 1969 para as regiões de La Villette e Rungis. Durante anos a área ficou vazia e foi apelidado pelos parisienses de Le trou des Halles "o buraco de Halles". Um novo concurso na década de 70 o transformou no que se conhece hoje como Fórum Les Halles, um grande shopping center subterrâneo de 5 pavimentos.

Abaixo deste shopping encontra-se uma das maiores estações subterrâneas de metrô e trem urbano do mundo, a Châtelet-les-Halles. Configura-se como um verdadeiro "entroncamento" da cidade de Paris e sua periferia por onde passam diariamente 800.000 pessoas por dia por abrigar 5 linhas de metrô, 3 linhas de RER, 14 linhas de ônibus (houve aumento de 17 % de passageiros entre 1999 e 2002).

Quem já se atreveu a percorrer o local com certeza se perdeu e foi difícil chegar onde se quis. Embora existam placas informativas, a sensação de reconhecimento do espaço é difícil. Não se sabe onde está, não se sabe pra onde vai, ou pelo menos, leva tempo. O espaço foi construído apenas 30 anos atrás, mas é perceptível o envelhecimento precoce do edifício; a inadequação do projeto às necessidades atuais de uma metrópole de quase 10 milhões de habitantes; problemas com mobiliário urbano e sinalização; saturação da circulação de pedestres e total ausência de ligação do edifício com importantes monumentos e edifícios como a Eglise Eustache e Bourse du Commerce.

Os parisienses têm real pavor desta construção, que leva a assinatura típica de uma arquitetura da década de 70. Além disso, o local é considerado "perigoso" pois foi eleito como o ponto de encontro da "galera da periferia" da cidade de Paris. O local de encontro dos excluídos, num português atual. Todas as tribos estão por ali.

O novo concurso para a área teve 4 equipes pré-selecionadas e o público pôde opinar (apenas opinar) sobre os 4 projetos:
OMA/Rem Koolhaas,
Ateliers Jean Nouvel,
MVRDV/Winy Maas,
SEURA/David Mangin.

Em dezembro, o prefeito (sim, ele e uma comissão, não foi por voto) elegeu SEURA/David Mangin como vencedor.


Quando vi a exposição em outubro, o projeto que me pareceu mais informativo, interessante, e realizável foi este do SEURA mesmo. O projeto segue os seguintes conceitos: o restabelecimento da continuidade urbana dos pedestres; a reorganização do sítio de maneira a criar uma sinergia; o "Carreau" (o shopping e os acessos aos metrôs e trens) recebe um teto translúcido e um novo programa de atividades, comércio e equipamentos; e a reestruturação completa dos acessos aos trens RER (trens urbanos regionais).


TODOS propuseram possibilidades visuais entre os cinco pavimentos: por exemplo, estar no nível 1 e poder visualizar parte do nível 4; porque a sensação de não saber onde se está é terrível. Também foi unânime a ligação do "Carreau" com os importantes edifícios mencionados. Das outras 3 equipes posso apenas dizer:

MAAS/MVRDV. Embora eu tenha gostado da solução de "aberturas" entre os pavimentos e do suporte para as raízes das árvores...cabe lembrar que uma parte do piso proposto é de vidro e que em Paris chove quase todo dia...(mas ficou lindo, e daí?)


O Jean Nouvel precisa rever seus conceitos. Ele propõe para a cobertura do "Le Carreau" um terraço verde (plantas exóticas se não me engano) e piscina (ABERTA) como área de lazer pública. Eu sinceramente não entendi. Por favor me corrijam caso esteja errada, mas foi a única equipe a propor a ligação de trens tipo TGV ao local. E isso foi simpático.


O Koolhaas ficou no plano dos sonhos. Cada pirâmide corresponde a um equipamento/comércio/uso Me parece que não entrou pra ganhar, nem havia sido a intenção. Mais uma publicidade para seu escritório.



Texto e Post by Mirela



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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005


Site do Arquiteto

Guto Requena



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Pedaços.

de entrevistas

que eu peguei num dos links que

eu postei aí em baixo.

é do philip johnson.




To be an architect, you've got to know people. Like most professions. You have to know people in order to get the next job. As the richest and the greatest American architect said, "The first principle of architecture is, get the job." In other words, if you aren't personable enough or persuasive enough, you'll never get anywhere.

It takes what they laughingly call genius, but there are only a couple of geniuses once in a while like an Einstein or a Frank Lloyd Wright. No one can aspire to that. That is either God-given or not. There is nothing you can do about it.

But all of my advice is straight to all kids, "Should I be an architect?" I say "No." Always say no, because if you can help it, don't. Go into something that'll make money, if that's what most Americans seem to want, me included. Just don't bother being an architect.

Le Corbusier I met. He was a nasty man, but obviously a genius. You don't have to like the people just because they're geniuses.

It's the most photographed house [The Glass House]. Bothers the hell out of me. I'm supposed to live there and then people come and look at you all the time. It's annoying.

I can't work if I'm alone.

Now that's another pleasure, to see it come up and watch other people's faces and have them appreciate it. But everybody wants that. That's called the desire for fame. Every movie star has that feeling of wanting to be accepted and be praised. That's a natural ambition in the world. A sense of conquest too. Very, very satisfying, but the trouble is, you mentioned a few very nice buildings, but what about the ninety percent of the other buildings? There's two sides to every one of these coins and I certainly won't talk about those. I only talk about the ones that did come out well.

The only goal is building a beautiful building, but if you don't know your functions, if the Seagram's building didn't work and make piles of money for everybody, it wouldn't be a success. All skyscrapers are money-making machines. So a function of the building, what would rent the best, is always on your mind. You can say, "Oh it's just commercialism," but that commercialism is our non-religion.

The care and feeding of clients is really one of the main obstacles, because you always have a client with some preconceived idea of what a house looks like, and all you want him to do is leave a check and go to Europe for a couple of years. Or leave two checks. But alas, life isn't simple. If it were, more people would be better architects.

I'm not the greatest influence at all, but I am nasty.

My worst mistake was going to Germany and liking Hitler too much.

I mean, how could you? It's just so unbelievably stupid and asinine and plain wrong, morally and every other way. I just don't know how I could have been carried away.

Where the hell was I?! A Harvard graduate! So much for Harvard! I was just stupid. Just unforgivable. That's the worst thing I ever did.



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Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005


Achei o Link da matéria do Koolhaas!

Kool Houses, Kolk Cities



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Links blinks

OMA/AMO
site do arquiteto ô landês Rem Koolhaas (lembram que o tramontas falava "cúlas?") e seus grupos AMO e OMA. Era de se esperar mas eu me decepcionei um pouco. Algum texto e quase nenhuma imagem. Acho que ele quer que nós compremos seus livros. O site tem navegação agradável, anyway.

Mijn Leven in Delft, Nederland
estudante brasileiro na Holanda, contando de palestras com koolhaas, visitas a grandes obras, bobagens, um diário de viagem...

ViverCidades
Comentário do portal carioca Viver Cidades sobre o lançamento do novo livro de Koolhaas, Contents. Tem um comentário sobre uma matéria contando do fracasso do megaprojeto da Loja Prada do Koolhaas.. mas não achei ele.

Complexidade e Contradição
Blog português de arquitetura e bobagens. Boa entrevista com Philip Johnson, aproveitem pra ler que o velhinho não fala mais...




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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005


Já que o blog anda super movimentado...

meu recorde é 912m

Joguinho aqui



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Off Topic:
O BRASIL, SAMBA QUE DÁ...II

Ou como dizia minha vó,"O que é certo, é certo"

Se o Lula pode ser presidente da República por que o Severino não pode ser presidente da Câmara?




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Domingo, Fevereiro 13, 2005


"Batendo na mesma tecla, mas dessa vez não sou eu"

http://soaressilva.wunderblogs.com/
no dia 13 de fevereiro, mais um testículo sobre Oscar Niemeyer por Soares Silva






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Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005


Da série "TGI, TGF, TFG..."

Segue uma memorável lista de trabalhos finais de graduação dos alunos da FAUUSP deste ano.

- Investigação plástica do cotidiano urbano

- Conservação urbana na metrópole contemporânea

- Os sete pecados na arquitetura paulista

- COPANS

- Sistema alternativo de sinalização para um percurso inexistente

- Tempo livre da Mooca

- Permanência na Baixada: A escola de samba do Lavapés e outros carnavais

- O marketing imobiliário dentro da fase atual da produção capitalista. Análise de propagandas imobiliárias (1944-2004)

- Oim-Iporã-ma qre-rekó: registro e projeto gráfico ¿ experiência de estudantes universitários e os guarani

- Oito conversas sobre arquitetura: as gerações FAUUSP 70-80

- Da forma à matéria, uma experiência projetual

- Homo Sapiens Sapiens

- A informação estética na cidade

- Práticas arquitetônicas em receptáculos itinerantes

- Arquitetura informada pelos processos urbanos: edifícios, espaço e cultura urbana

- Como o consumidor vê seu móvel e seu imóvel: estudo sobre os espaços reduzidos da casa paulistana

- Joalheria Brasileira: re-pensando a identidade nacional

- CEA no CEU: a água como elemento representativo na arquitetura do espaço público


Os títulos foram retirados de um documento oficial da própria FAU.



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