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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Sábado, Agosto 28, 2004


"Vocês se lembram da minha voz?"

Cliquem no link e façam um passeio virtual no Ginásio Olímpico de Natação de Pequim, palco das Olimpíadas 2008. (projeto já postado no blog e amplamente comentado, procurem nos arquivos ou no site Vitruvius)

clique aqui!!.

Excelente. Tanto o projeto quanto a animação.



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Quinta-feira, Agosto 26, 2004


HORARIO POLITICO.
Assista logo após, capitulo inédito da novela " Da Cor do Telhado"


Vai bem a democracia brasileira, obrigado. O governador Alckmin argumenta, com a razão de quem faz um juízo sobre fatos concretos, que o governo é centralizador. No caso, da grana. Contra-argumenta o Joseph Gesuíno, mais uma vez, tentando desqualificar o adversário, pra não ter que responder o que não tem resposta; só é peculiar o que agora virou desqualificação: diz que Alckmin não falou como "governador" mas como "oposicionista".

Vejam vocês, como trai a si mesmo nosso caro Joseph: tão acostumado entender oposição como um mecanismo de obstrução sistemática ao processo democrático, esqueceu-se que quando exercida legitimamente, a oposição é parte essencial do processo democrático, sem a qual teríamos um rolo compressor ideológico e totalitário - o que não é, claro a intenção desse governo. Trai-se portanto duas vezes: demonstra a sua compreensão do que é a democracia, aquela que só é boa até que se tome o poder, e trai-se em relação ao próprio objeto da contenda: não só centralizador da grana, o governo, ao não reconhecer a oposição como integrante legitima da democracia, tenta centralizar também a opinião isenta e verdadeira sobre qualquer coisa; e se os fatos demonstrarem o contrário, os fatos não estão cumprindo o papel de fatos, mas de oposicionista.



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Residência reformada em Itu-SP

Mais detalhes, aqui.



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Da série "Esse aí deu aula pra mim"




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Quarta-feira, Agosto 25, 2004



João Artacho Jurado, por volta de 1957



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Quinta-feira, Agosto 19, 2004


Enquanto isso...




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Quarta-feira, Agosto 18, 2004


S A D O M A S O Q U I T E T U R A
essa profissão enrustida


- Eu não agüento mais, nossa relação já era. Chega, vou embora.

- O que é isso agora, Túlio? Para de besteira, senta aqui; não, aliás, pega café pra mim e senta aqui...bobo...

- Você não entende, não é? Simplesmente não entende nada. Você não me deixa respirar, entendeu, respirar!! Eu não posso mais fazer nada sozinho, tudo tem de passar pela sua aprovação...Minha vida virou um inferno. Chega, acabou, vá escravizar outro.

- Túlio, por favor, não comece de novo com essa estória. Quantas vezes já não discutimos isso? Quantas vezes já lhe disse que confio em você, nas suas decisões...açúcar, por favor...

- O que?

- Eu não gosto desse adoçante que você compra; aliás, é só esse o nosso problema: você tem um gosto que nem sempre bate com o meu; mas isso não é o fim do mundo, a nossa relação na verdade depende disso para se desenvolver e ser um sucesso...

- Nossa relação é um fracasso; uma coisa é ter gosto diferente, outra coisa é não respeitar absolutamente nenhuma vontade minha, não concordar com nenhum ponto de vista, eu simplesmente sou tratado como uma criança. Uma criança, você compreende?

- Túlio, olha o drama! Até parece que você se esquece que eu sou casada, e que meu marido desconfia muito de você. Eu tenho sempre que pensar em como administrar essa situação...

- Pois é isso: eu cansei de você me controlar, do olhar do seu marido, de ter a minha dignidade virada do avesso toda vez que você entra por essa porta. Chega. Além disso, esse projeto já mudou umas oito vezes e eu só recebi por um estudo preliminar.

- Bem que o Roberto me avisou...o problema é dinheiro, não é? Você diz que o projeto fica mudando toda hora, mas eu já te pedi para colocar uma hidromassagem no lavabo desde a primeira vez que conversamos, e eu não tenho culpa que minha filha pediu um pônei de aniversário, o que é que você quer que eu diga pra ela, "não filhinha, o arquiteto disse que na casa nova não cabe uma casinha de cavalo...".

- Estábulo. E eu já incluí na última revisão, você pediu pra por ar condicionado.

- Pois é, Túlio...se você não atrapalhasse o processo, essa casa já estaria construída...Vamos, diga quanto eu lhe devo...mas antes, eu te falei que a minha irmã vai mudar pra cá, e quer morar no meu condomínio? Adivinha quem eu indiquei pra fazer o projeto?

- A Zileide?

- É você acredita? Vai querer uma mansão...o marido dela foi transferido, uma grana preta...mas chega de estória, quanto eu lhe devo?

- Eu...sete estudos...olha...você promete que não vai mais mudar nada?

- Prometo, prometo.Juro, pela alma da minha cadelinha poodle.

- Mas ela está viva, não está? Não tem um quarto pra ela no projeto?

- Aí é que está, preciso te dar uma notícia horrível, senta aqui; aliás, pega outro café pra mim e senta aqui...



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Quarta-feira, Agosto 11, 2004


Trecho de entrevista com Alberto Botti para Revista Projeto

"...
E como o mercado trata o senhor, que tem 50 anos de formado?
Em 1970, com 15 anos de formado, eu não tinha a experiência e o conhecimento de hoje. No entanto, minha opinião era muito mais respeitada e ouvida. Naquela época, jamais os corretores de imóveis teriam a coragem de entrar no meu escritório e discutir comigo uma planta. Hoje, eles chegam aqui, pegam o lápis e querem corrigir. Evidentemente que, na verdade, eles estão interferindo, pois têm visão extremamente limitada do problema e não possuem condições de entender o que se está propondo. Eu sou obrigado a ouvir, dar risada - por dentro - e ficar quieto. Não é um fenômeno individual, mas coletivo.


O arquiteto perdeu o poder de decisão sobre o projeto?
Sim. E, o que é pior, perdeu o poder de bem influenciar a sociedade. Ela só pode ser bem influenciada a partir do momento em que respeita seus representantes. Se amanhã a sociedade brasileira chegar à conclusão de que seus médicos são incompetentes e começar a dar palpite em tudo, estamos liquidados. Não será preciso estudar medicina, seremos todos curandeiros. E isso está acontecendo: a arquitetura está caminhando com os curandeiros. Está havendo uma confusão tão grande na sociedade que não há distinção entre bom e ruim, e os curandeiros estão no mesmo nível de profissionais com gabarito.

..."
Se pra Botti & Rubin é assim, oque será de nós, simples mortais?
E tomara que ninguém ouça esse comentário sobre médicos, porque senão, em breve, estarão pipocando cursos profissionalizantes de curandeiros, pajés e afins...

Entrevista na íntegra, aqui .



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Segunda-feira, Agosto 09, 2004


Da série
A Capital da Tecnologia e suas Contradições


Alguém que tenha morado ou mora aqui sabe da existência de uma escada rolante em São Carlos?

Grato.



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Quinta-feira, Agosto 05, 2004


Da série "Vida Pública, Vida privada"



Imagens de um banheiro público com vidro reflexivo/transparente na Suiça. Você pode ler mais sobre este
assunto aqui e aqui.



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