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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Terça-feira, Abril 27, 2004


Da série Cultura Noir
O interrogatório

- Eu quero ligar pro meu Advogado.
- Vai ligar. O que o sr. é?
- Arquiteto
- O que o sr faz?
- Eu adorno fachadas conforme as tendências da moda.
- Como assim?
- Negócios de curto prazo.
- O que vai acontecer a longo prazo?
- Todos os prédios vão ficar fora de moda
- Sei. E aí?
- Daí vão refazer a fachada conforme as tendências da moda.
- O sr. só muda a fachada?
- Só a fachada. Tem um cigarro?
- E dentro?
- Tudo igualzinho.
- O sr quer dizer que dentro não sai de moda?
- Pior. Sai de uso.
- Como assim?
- O senhor tem quarto de empregada?
- Tenho.
- Ela dorme lá?
- Eu não tenho empregada.
- Posso ligar pro meu advogado?
- E as pessoas não reclamam?
- O senhor reclama?
- Eu faço as perguntas aqui
- Mas não na hora de comprar o apartamento não é? A sua mulher acha que as colunas no meio da sala ornam com a cristaleira,e isso é tudo. O telefonema...
- Você conhece minha mulher?
- De certa forma; você tem um american bar, mas não bebe; recebe visitas numa sala minúscula e toda vez tem que ficar buscando cadeira na sala de almoço, que vive às moscas porque seus filhos almoçam na frente da TV, num cubículo que se tornou insalubre desde que entregaram o sofá novo, com regulagem pra inclinar e não pode ficar encostado na parede; você tem bidê?
- Escute aqui eu não sei como você sabe tudo isso ou entrou na minha casa, mas vai ter que...
- Eu não entrei na sua casa, nem na de ninguém; eu só adorno fachadas.
- E porque é que você não entra então que diabos!!! Sim eu tenho um bidê, e uma banheira,e não servem pra nada!!!
- Sinto muito, isso não dá dinheiro. Já tentei até, juro; mas as pessoas não entendem nada de arquitetura, vivem em lugares com divisões anacrônicas, equipamentos inúteis e móveis inadequados. Elas gostam disso. Um dia tive essa revelação: as pessoas não querem viver confortável e racionalmente, elas querem uma cenografia adequada ao papel que elas representam;o máximo que elas precisam é de um retoque na maquiagem, esse é o grau de exigência. E é isso que eu faço com a fachada delas. O senhor vai me dar o meu telefonema ou eu...
- Pode ir.
- Hein?
- Pode ir. Eu já tenho as respostas que eu queria. Só mais uma pergunta...
- Ah, sim, o que é?
- O que eu faço com aquele maldito sofá???



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Segunda-feira, Abril 26, 2004


Envolve colunas gregas?


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Domingo, Abril 25, 2004


Seção meu primeiro condominio/loteamento

Aguas Quentes - Barra do Garça - MT



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Quarta-feira, Abril 21, 2004


Seção urbanismo 1: muro na Rocinha?

O vice-governador Luiz Paulo Conde, autor da proposta de construção do muro para delimitar a área da favela, disse em entrevista à Rádio CBN, que vai começar a ouvir, nesta segunda, as associações de moradores da Favela da Rocinha sobre a proposta (depois ele disse que não era beeeemmmmmm um muro). O muro, segundo Conde, terá três metros de altura. Ao longo dele será construído um caminho para a passagem de carros com dois metros e meio de largura, onde policiais e moradores poderão circular tranqüilamente.

O objetivo do muro é diminuir a violência, segundo o vice-governador, mas apenas limitar a expansão da favela, que tem crescido em direção à mata da Tijuca.


fonte: Época Online, com informações de O Globo e CBN - escrito por H. Bunny


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Sexta-feira, Abril 16, 2004


Essa noite até sonhei com a porra do programa...


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Adolpho Lindemberg é fundador da TFP.


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Essa é boa.
Perguntei pra minha mãe se ela achava a casa da minha avó bonita (toda de concreto aparente)
Ela respondeu:
- Acho, mas só falta terminar.





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1,2,3...testando

colorido



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Quinta-feira, Abril 15, 2004


Heaven, i´m in heaven...

Sou meio cético em relação a alguns programas de arquitetura,principalmente Archicad ou Minicad, mas o Sketchup surpreendeu.É simplesmente perfeito, da vontade de ajoelhar e rezar...
Você começa desenhar igual o papel, e milagrosamente vira 3d, você gira desenha o outro lado, coloca materiais, pessoas, arvores, carros etc, da muito prazer em fazer, muito simples de usar...sério...maximizou meu prazer em fazer arquitetura e ser arquiteto...
É poderoso como um 3d studio, (e pode exportar pra ele, importar do autocad) mas a forma de modelar eh fantastica, pelas arestas...) A sombra surge na hora, voce só configura onde eh o norte, e onde voce está.. (na verdade nem precisa)...
O legal nesse é essa rapidez na criação, e o produto, logo apos a concepção, já é perfeitamente apresentável ao cliente, dispensando talvez a maquete eletronica...O fato de imitar um croqui (com as arestas nitidas) da muito mais expressividade do que muita maquete realistica.
Enfim, da vontade de comprar o programa só de dor na consciencia de usar o pirata.
Essas imagens abaixo são o que eu consegui fazer com umas 2 horas a partir de aprender do zero a mexer no bicho.
Abraços.

Centro de Convenções


Casinha Mimosa



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SketchUp!

1. ouvi falar de um software que se chamava "sketchup" e que tinha uma versão demo na rede. diziam que ele trabalhava como se fosse um "croqui eletrônico" isso já faz um tempo..
2. vi o programa instalado, e comecei a fuçar nele, anteontem.
3. ontem, eu baixei a versão demo, e fiz os tutoriais.
4. à noite, umas 22h30, eu comecei, do zero, a pensar numa proposta de residência para um cliente, partindo de um rabisco que eu tinha em papel manteiga.
5. 4h da matina. O projeto já tem um esboço, em 3D, com estudo de materiais, e vídeo animado "walk-trough"
6. Eu achei este programa a coisa mais maravilhosa, intuitiva e fácil de mexer que eu conheço.
7. Recomendo muitíssimo! A versão demo já vem com todas ferramentas funcionais, que são poucas mas muito poderosas e fáceis de entender.
8. Não dava pra por o vídeo todo, então eu só coloquei um esboço.




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Terça-feira, Abril 13, 2004


Da série "Projetos que eu vou fazer quando crescer"

Estádios para o Mundial da Alemanha 2006




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Segunda-feira, Abril 12, 2004


Aê povo! Depois de sofridos meses sem internet aqui no trabalho, estou de volta.
E já tomei a liberdade de adicionar meu e-mail na nova seção "contratem-nos"... Hehe
Kiko, que versão do Trillian vc tem usado?
Abraços a todos



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SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

alguém uma vez perguntou sobre site com cotação de preço de produtos e materiais de construção...

bem, segue o link aqui.



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Quinta-feira, Abril 08, 2004


FELIZ PÁSCOA A TODOS!!!!!!




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Depois de tanta polêmica...

"Afinal de contas, o que faz um arquiteto???"

O QUE FAZ UM ARQUITETO

A formação do arquiteto possibilita atuação em várias áreas.

Essa habilitação é expressa pela Lei Federal 5194/1966 e pela resolução 218/1973 que determinam as atribuições do arquiteto e urbanista, com as especificações de serviços que podem executar cabendo ao arquiteto as seguintes atividades referentes a edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de interiores; planejamento físico, local, urbano e territorial, e serviços afins e correlatos:

Supervisão, coordenação e orientação técnica.

Estudo, planejamento, projeto e especificação.

Assistência, assessoria e consultoria.

Direção de obra e serviço técnico. Vistoria, perícia, avaliação,
arbitramento, laudo e parecer técnico.

Desempenho de cargo e função técnica.

Ensino, pesquisa, analise, experimentação, ensaio e
divulgação técnica e extensão.

Elaboração de orçamento.

Padronização, mensuração e controle de qualidade.

Execução de obra e serviço técnico.

Fiscalização de obra e serviço técnico.

Produção técnica e especializada.

Condução de equipe de instalação, montagem, operação,
reparo ou manutenção.

Execução de instalação, montagem e reparo.

Operação e manutenção de equipamento e instalação.

Execução de desenho técnico.

O trabalho do arquiteto pode se iniciar já na escolha do terreno para a implantação do projeto, com parecer sobre localização, legislações edílicas e urbanas, aspectos ambientais e topográficos, entre outras, que possibilitem analises preliminares de viabilidade do projeto.

A seguir, existe uma etapa de montagem e aferição de programa preliminar a ser desenvolvido, juntamente com o cliente, e o estudo da legislação incidente no terreno e na edificação.

Com esses dados e a definição do terreno inicia-se a fase do projeto, com as seguintes etapas:

Estudo Preliminar
Estudo do problema para determinação da viabilidade de um programa e do partido a ser adotado.

Anteprojeto ou Projeto Pré Executivo
Solução Geral do problema com a definição do partido adotado, da concepção estrutural e das instalações em geral possibilitando clara compreensão da obra a ser executada.

Projeto Legal
Desenhos e textos exigidos por leis, decretos, portarias ou normas e relativos aos diversos órgãos públicos ou concessionárias, os quais o projeto legal deve ser submetido para análise e aprovação.

Projeto Básico (opcional)
Solução intermediário do Projeto Executivo Final, que contém representação e informações técnicas da edificação que possibilitem uma avaliação de custo, já compatibilizadas com os projetos das demais atividades projetuais complementares.

Projeto Executivo Final
Solução definitiva do Anteprojeto, representada em plantas, cortes, elevações especificações e memoriais de todos os pormenores de que se constitui a obra a ser executada: determinação da distribuição dos elementos do sistema estrutural e dos pontos de distribuição das redes hidráulicas, sanitárias, telefônicas, ar condicionado, elevadores e de informática.

Coordenação
A coordenação e orientação geral dos cálculos complementares ao projeto arquitetônico tais como: calculo de estrutura, das instalações hidráulicas, elétricas e sanitárias, das instalações elétricas, telefônicas e de informática, caberão sempre ao arquiteto o qual, a seu critério, poderá indicar profissionais legalamente habilitados para sua execução.

Paralelo a todas essas fases, poderá também ser desenvolvido o projeto paisagístico.

O arquiteto também pode acompanhar a execução da obra através de várias maneiras: desde simplesmente como fiscalizador da execução, até ser responsável por todas etapas da execução, desde a compra do material, até a finalização da obra.

O arquiteto também pode ser contratado para uma etapa seguinte à obra executada, que é o de desenvolvimento do projeto de arquitetura de interiores, que, nas mesmas fases anteriores, aborda todo tratamento e mobiliário do interior da edificação.

definição do IAB-SP



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Terça-feira, Abril 06, 2004


Leia atentamente a essa reportagem (Negritos meus)
Revista ISTO É Gente - Essa semana.

Zilú de Almeida Godoi Camargo dormia numa
cama de forquilha, com um colchão de palha e um lençol de tear. Alérgica, reclamava de coceiras com a mãe. Em resposta, ouvia: "Larga de
frescura". Zilú nasceu filha de fazendeiro em Pontalina, Goiás. Logo, o pai perdeu as terras e a vida da família virou do avesso. Zilú morou no meio do mato, ficou um ano sem comer arroz, alimentando-se de molho de palmito, de mamão verde e engrossado de farinha de mandioca. Com 10 anos, cuidava dos irmãos, lavava, passava e matava as cobras que circulavam ali.
Aos 18 anos, depois de se aventurar como babá, cortar e vender tecidos, conheceu o cantor sertanejo Zezé di Camargo. Com ele, teve Wanessa, 21, Camila, 18, e Igor, 10, e construiu uma história rica em prosperidade. Aos 45 anos, administra as finanças dos Camargo. Zezé e Luciano já venderam 20 milhões de discos em 12 anos juntos e só com shows recebem por mês R$ 1 milhão ¿ e a carreira da filha mais velha em 3 anos, Wanessa está perto do primeiro milhão de cópias vendidas e ganha R$ 300 mil mensais só com shows. Dentro de casa, num condomínio em Barueri (SP), o dedo de Zilú está em toda parte.

Ela diz não ser fã de ambientes modernos e imprimiu um estilo "neo-clássico" de decoração. No lar dos Camargo, tem desde lago para tartarugas, mármores em ônix, "a peça de mármore mais cara que existe", pilastras à Grécia antiga e muito dourado. É assim no mancebo do quarto, nas patas de leão que formam os pés do divã, nas fechaduras, nos puxadores, no chuveirinho...

Como cicerone, Zilú faz questão de mostrar uma escultura francesa feita de cristal Daum.
O motivo: só existem cinco peças iguais no mundo. "Quando soube da raridade, não deixei que a peça fosse mostrada a ninguém e arrematei no ato", diz Zilú. No entanto, é numa
das salas que está a maior preciosidade. Um sofá confeccionado a partir de um desenho de Zilú, inspirado nos móveis do rei Luís XV e posicionado à frente de uma parede onde, do teto ao chão, foi pintada a partitura da música "É o Amor".
"Foi a primeira música dele a vender 1 milhão de cópias."

Zezé e Zilú, os nomes, estão pintados até no colchão de espumas onde o casal repousa. No quarto está a maior prova de que a senhora Camargo venceu na vida. De uma cama de forquilha, Zilú, hoje, dorme numa cama de 1 tonelada construída de mármore, com detalhes em ônix e dourado, claro.



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Sábado, Abril 03, 2004


O sentimento de culpa é o túmulo do arquiteto.

O arquiteto pode sentir tudo, menos culpa. Principalmente, culpa pela obra alheia. Sabe-se lá por que inspiração demoníaca o sujeito olha pra obra de outro e corre pro escritório pra ajoelhar no milho, em penitência. Como se a alma dos arquitetos conformassem uma grande alma coletiva, o covarde acredita que cada estultice erguida na paróquia é mais um pecado creditado em seu próprio crea espiritual.

Como a maioria das besteiras arquitetônicas em exibição nasce de uma decisão solitária e infeliz de um ignorante, o arquiteto-expiador-universal identifica como raiz de todos os males a criatividade individual de cada arquiteto.
O problema é que toda asneira, assim como toda genialidade, nasce da consciência individual do arquiteto, e jogando fora dessa bacia a água da subjetividade, certamente vai junto o bebê da criatividade; ao se renegar a possibilidade de errar ao criar o novo, o culpado-profissional condena-se também a reproduzir infinitamente os clichês arquitetônicos que escaparam do ridículo, tão seguros quanto boçais, tão aceitos quanto desprezados.

Assim como um escritor pode hoje escrever um livro apenas enfileirando clichês do tipo "o sol resplandecente brilhava no azul límpido do céu..." e ser erguido à condição de mago da literatura, não são poucos os arquitetos que progridem defendendo firmemente o direito de não criar, de reproduzir soluções genericamente definidas, que se aplicam a vários casos e a nenhum em particular.

Como existem leitores e moradores com níveis nanoscópicos de exigência, a oferta e a demanda são legítimas. O leitor popular não se importa de após duzentas páginas não ter cruzado com uma imagem literária original para guardar na memória, o morador popular não se importa que sua janela sirva apenas para iluminar, e o arquiteto-clichê acredita ter somado pontos para salvar a sua alma, ou melhor, a alma "da classe". Everybody wins.

Exceto, naturalmente, todo o resto da humanidade que deseja que a sua cultura, que vive em todos os campos de conhecimento, respire também pela arquitetura; que anseia que ela continue evoluindo como evoluiu até agora, reformulada de época em época pela criatividade artística e tecnológica do homem.

E cerceada pela culpa, claro. Evidentemente, a novidade de hoje vai ser o clichê de amanhã, e tudo estará bem, mas até que aconteça, o arquiteto-cristo-de-quermesse vai continuar pregando a continuidade dos clichês, em nome de uma "arquitetura essencial", "despretensiosa", que visa apenas reproduzir a função platônica da "idea" de janela. Isso, como se janela retangular, porta de dobradiça e telhado duas-águas fossem idéias platônicas, acidentalmente materializadas apenas séculos depois; como se fossem elementos fundamentais da iluminação, do acesso e do recolhimento de água.

Enfim, a culpa é o túmulo do arquiteto porque para se eximir de seu pecado ele se exime da sua responsabilidade estética; e, ao rotular sua proeza de "despretensão" , ainda tenta agregar a quem ainda assume a responsabilidade estética de suas obras a imagem de pretensão, nascida diretamente de sua vaidade pecadora.

Daí fico com o tão bom quanto velho Millôr: "A ausência de vaidade é a maior delas."



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