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O Architecture é um blog de arquitetura no brasil, discutindo temas como projeto, construção civil, teoria da arquitetura, mercado, design e outros temas. Entre e comente nossos posts!




 

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004





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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004


Pausa técnica
Alguem tem um bom visualizador de PLT?



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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004


Desculpem a qualidade.
A fachada é a esquerda.



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Domingo, Fevereiro 15, 2004







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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


... e por falar em caixas de sapato...


The Blog Project



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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004


E-BOX

Centro Cultural em Berlim




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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004


Arquitetura, Mercado e Cultura

A todos os Arquitetos, Designers, Fotógrafos, etc.

A reclamação mais recorrente em nosso meio profissional, onde prestamos um serviço que envolve além das qualidades técnicas inerentes a cada obra, uma qualidade estética e uma qualidade cultural-humanística (ou um terceiro continente a sua escolha...) é com relação ao nosso "patrocinador": O cliente.

Oram vejam só: Este que vos paga, que põe o pão na sua mesa é um ignorante de marca maior, não sabe bulhufas do seu negócio, de como é sofrido fazer um projeto/foto/design. Só se interessa em pechinchar, no mais barato possível, em colocar a cor que ele quer... e nós temos (??) que agüentar estes senhores, temos que engolir nosso orgulho e fazer o que eles mandam/pedem a um preço ridículo, como se costuma dizer, se prostituir, em nome da sobrevivência.

E nós, que entendemos tão bem de tudo: Sacamos de arte, de movimentos culturais, de tecnologia, de filosofia, de construção, de desenho, de artes gráficas, marketing (!!), assumimos responsabilidades frente à vida do cliente, de operários, de cidadãos comuns, projetamos lajes que cobrirão cabeças nos próximos 50 anos... Nós, nós mesmos que temos que aprender 3 tipos diferentes de softwares de CAD, Mais alguns de artes gráficas / editoração, mais o Office e mais alguns... sim, é muito mais difícil que só dominar o Excel e o Power Point, não? E não tem empresa pagando os nossos custos, tem? Alguém lhe dá um vale-refeição? Um seguro saúde? Pois é, não...

Nós, estes loucos, malditos arquitetos... que tem uma expectativa financeira média, segundo pesquisa da VEJA, de ganhar R$ 3.500,00 após dez anos de dura labuta em seu próprio negócio. Ora vejam, como somos infelizes...

Neste ponto, vejo eu: O cliente que soube pechinchar o seu projeto, e que não dá a mínima para a arquitetura (uma vez que, salvo questões de moradia, a arquitetura é para ele apenas um meio para se conseguir outra coisa...), este sim é um grande negociante. Porque do negócio dele, ele entende. Mas e nós, caros arquitetos, quanto nós entendemos de nosso mercado? Quanto nós mesmos sabemos sobre o Negócio Arquitetura?

Sabemos muito pouco, esta é a verdade, e parte desta ignorância faz com que sejamos tão mal pagos, por nós mesmos. Não é uma questão de pedir mais por projeto, ou mesmo, de pedir o justo. Talvez, este cálculo nós sabemos fazer. Uns, nem isso. A questão é saber se colocar no mercado, sem vender a alma, saber cobrar um preço justo, saber vender o seu projeto, saber o que é um projeto e quanto ele vale. Mais do que somente criada, imaginada, nossa arquitetura é um produto a ser colocado no mercado. E isto, nos foge. Por negligência acadêmica, por falsas pretensões "artísticas", por uma tremenda ignorância.

E a cada ano, vagalhões de novos arquitetos, igualmente no mesmo barco, caem de cabeça e começam a se escalpelar por um pedaço de solo no mercado. Neste mercado, aqui no Brasil. Onde o cliente pechincha como em qualquer lugar do mundo. Onde nossa legislação é muito mais aberta que em lugares civilizados, nos dando uma tremenda liberdade. Neste país onde a construção não custa tão caro assim, e onde é difícil achar boa mão de obra.

Bons Clientes? Eu lhes digo, trabalhei na Noruega, e lá, como em qualquer outro lugar, os clientes têm um nível cultural relativamente igual, e querem as mesmas coisas: Um lugar barato para se morar, com colunas jônicas, ou um telhadinho duas águas. Depende do arquiteto mudar isso. Não do cliente.



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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004


Desmontando a Caixa de Pandora E Outros Equívocos


Arquitetura do Marketing é termo que nasce errado, cresce errado, é usado errado, e não morre.
Nasce errado, porque é ridículo dizer que um produto é feito para ser vendido. Isso é óbvio. Toda arquitetura é do Marketing, assim como toda obturação de um pré-molar é do marketing. Além de cumprir o papel de tampar a panela na boca do sujeito, ele tenta fazer de uma forma que seu trabalho seja divulgado pelo próprio cliente, pelo atendimento, pontualidade, pela mão leve, o que for. Toda prestação de serviço é do marketing, ponto. Arquitetura para quem não sabe, é prestação de serviço. Pergunte ao Cartório mais próximo.

....

Ou seja, a não ser que você seja um arquiteto estatal de 94 anos, você tem de vender seu talento para o mercado. E o mercado quer o seu talento para varias coisas:

- Para criar imóveis atraentes, que desperte desejo de ocupação em futuros compradores ou locatários;
- Para que estes imóveis sejam rentáveis, ou seja, que o custo da obra seja compatível financeiramente com o preço do aluguel ou da venda;
- Para que sejam funcionalmente úteis, que o seu desempenho enquanto espaço atenda perfeitamente as necessidades do comprador ou locatário.

...

Dentro desse contexto, como é que alguém quer vir ditar o que "vale a pena", ou mesmo o que é "eficiente" ??? Engenheiros de pochete do Brasil, baixem suas HPs, que não é tão simples assim.

...

Salas comerciais e Lojas para aluguel são, além de recorrente programa a bater nas pranchetas sem distinção de classe, cor e experiência, um ótimo exemplo do quanto o mercado tem de expectativa em termos de rentabilidade, de atração"marketeira" e de funcionalidade. Eles querem que façamos "miséria" . Como diz São Gabriel, é preciso cuidado com os termos...

Pela eficiência "de pochete", o que se pode fazer é dar ao cliente uma planta com a melhor relação custo benefício possível, tornando alugável cada centímetro quadrado do terreno, e construindo com a tecnologia mais barata e rápida possível, se possível que já venha com a decoração embutida. Que tal neoclássico pré-moldado? Sim, por essa lógica, o supra-sumo da eficiência do século vintchúm são as fachadas estruturais pré-moldadas, você escolhe se é jônico etrusco ou coríntio.

Ou...

Ou, a salvação está na arquitetura; é nisso que muitos lunáticos a e alguns blogueiros apostam.
Seu conceito de eficiência é outro.
Eficiência é saber que:

- Em termos de funcionalidade, edificações são volumes cúbicos, e não planos quadrados; é saber que os espaços úteis hoje podem ser inúteis amanhã, e vice-versa, e que espaços transfuncionais representarão uma flexibilidade de ocupação infinitamente maior no mesmo prédio, ou seja: eficiência é um prédio que se adapta, e não um barato que tem que ser demolido a cada 10 anos. Faça a conta.

- Em termos de rentabilidade, edificações eficientes são as a que compartilham o máximo de infra-estrutura, e não a reproduzem como células cancerígenas, o que implica em um design mais inteligente que um caixote esquadrinhado. De novo, é só fazer a conta.

- Em termos de atração, ou marketing, o que importa não é o tamanho da loja, mas a mágica que ela produz no cliente. Uma loja que abre mão de uma área de que não precisa em nome de uma marquise que acolha os clientes da rua, a atração lúdica que volumes suspensos no ar exercem em qualquer pessoa, são evidentes a ponto de agregar valor a um imóvel que se paga muito mais ao investidor do que as caixinhas genéricas que são vendidas como alfaces, que você leva o mais barato, porque é tudo igual.

Enfim, não são as tecnologias que não são convencionais; são os espaços novos que não são convencionais. Eles não atendem mais a demandas de 30 anos atrás, eles atendem as demandas de hoje. A tecnologia usada é só o suporte desse novo espaço.

A solução está no projeto. O que está em jogo é a concepção do espaço, e o projeto é a resposta, seja com ângulos retos, curvos ou parabolóides, que talvez fossem revolucionários para a idade média, mas hoje, é só ter vontade e coragem.
Até porque, provocação ergonômica pra mim é uma baia de trabalho de menos de dois metros quadrados pra passar 10 horas por dia, e não uma bancada de consulta eletrônica ao acervo de uma biblioteca onde você fica 10 minutos no máximo.



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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004


Nuances

O desenho além de definir a forma do espaço, delata a maneira que o arquiteto entende o espaço.

Um muro plano vertical não define apenas uma superfície visível com duas faces; define também a compreensão de um espaço dividido em dois; o lado de lá e o lado de cá. Exceto em experiências topológicas ou alucinógenas (existem diferenças!) você sempre sabe de qual lado está.

Ou seja, para se desenhar o muro deve-se ter uma compreensão do espaço, de uma forma que ele seja divisível por dois.

Em arquitetura, aquele velhinho de tendências totalitárias (não o nosso, o dos franceses) decretou isso de outra maneira: "A Forma Segue a Função", ou seja, o desenho dos ambientes pressupõe uma compreensão do que esse espaço é, em termos de função.

Para Le Corbusier, isso significava que a cozinha devia ter o melhor desenho de cozinha possível, e nada além disso. Seus discípulos entenderam a frase colocando a palavra "menor" no lugar de "melhor", mas não vem a o caso agora: o que importa é que desde então foi decalcado o conceito de ISO na cabeça dos arquitetos: todo vidro na prateleira tem que ter adesivo: o que for cozinha é cozinha, o que for quarto de dormir é quarto de dormir, e o que não tem função must be out.

Quem concebe espaço assim, tende (ênfase colossal para o "tende" ) a projetar caixinhas dentro de caixotes. Fica bom? Muitas vezes, mais que bom.
Mas o que acontece se entendermos espaço de outra maneira, se concebermos ambientes não vinculados tão estritamente à função?

Não estou desdenhando da função, do programa, nada disso. Isso é premissa de projeto, e deve ser cumprido à perfeição, ponto. Esse é o nosso juramento de Hipócrates: cumprir o programa.

Mas eu posso entender que nem todo compartimento tem uma função definida;
Posso entender também que um ambiente tem várias funções a serem desempenhadas;
E por fim, posso entender que esse ambiente pode TER A LIBERDADE ESPACIAL PARA QUE OS USUÁRIOS INVENTEM NOVAS FUNÇOES E USOS, não previstos ou desprezados no programa.


Essa maneira de conceber o espaço pressupõe a possibilidade de desenhá-lo de outra forma: o edifício não é mais entendido como uma articulação de compartimentos funcionais, mas um território onde as funções e uso variam a toda hora, se cruzam e interpenetram de acordo com o usuário.

Um edifício desses não tem sequer porque apresentar uma aparência externa definitiva. Então porque não uma nova nuance, uma aparência diferente a cada passo que se dá?

Nada contra, nem a favor de caixotes ou formas não geométricas em arquitetura; pra mim é uma questão de como o arquiteto entende o espaço que está desenhando.





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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004







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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004


O projeto de Oscar Niemeyer para o Auditório de Ravello (imagens 1 e 2), na Itália, está causando polêmica entre os ambientalistas locais. Segundo eles, a edificação interferirá na paisagem da cidade de apenas 2,5 mil habitantes , localizada na costa de Amalfi. A Fundação Ravello, responsável pela obra, está organizando um abaixo assinado para reiniciar a construção do edifício, que está embargada.


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Academia de Tai Chi Chuan

Status:



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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004


O urbanismo dos "Fradinhos" - uma hipótese

Devido a geografia, o Rio ficou espremido entre a montanha e o mar, isso forçou a especulação imobiliaria a, numa época em que as restrições de construção eram mais brandas, a construir muita área para pouco espaço físico (que ja estava previsto no plano Agache). Criando coisas como Copacabana, onde todo quarteirao é virtualmente um bloco construido de 8 pavimentos no alinhamento da calçada (vários edificios colados no limite do terreno), e onde moram 1 milhao de pessoas numa área muito restrita. Entretanto, a orla de Copacabana é linda, tem do Milionário a prostituta, do Turista ao motorista, tudo misturado, a cada 1m tem uma barraca de alguma coisa, hoteis, comércio, habitação, os predios que, na parte interna ficam sem luz, na av. Atlantica recebem luz total e vista total, além do paredão criado servir para delimitar o ambiente da praia, ao contrário de praias com edifícios mais esparsos.

Assim, quem ja foi para São Vicente no carnaval sabe, que essa densidade gera um caos principalmente quanto aos carros, e predios antigos raramente tinham garagens, e para economizar guardas que existem os fradinhos, senão todo s parariam na calçada mesmo por total falta de vagas. Quem vai a Barra sabe que lá não é assim, temos 1 predio de 30 pav por kilomentro, areas imensas de estacionamentos, etc.

Agora me pergunto, o que é melhor? A densidade alta ou baixa? Copacabana, apesar dos apartamentos em andares baixos, no interior do bairro não receberem sol, possui uma variedade e riqueza urbana que não existe na Barra, onde se anda kilometros entre um predio e outro, um comércio e outro.

O que eu quero dizer é que o Rio é um exemplo vivo de urbanismo, bom ou mal (apesar de que nenhum dos citados acima acho 100% bom), e que a "evolução" da história da legislação urbana criou cidades que podem ser pesquisadas ou analisadas.




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Olá pessoal, estou de volta...
Vem aí:

(Na verdade tive a ideia desse nome e logotipo, mas não sei o que escrever ainda. Por enquanto, podem falar sobre o famoso pino existente no Rio. Porque ele existe só no Rio? Faz sentido e suscita a discussões.)



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