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Terça-feira, Outubro 07, 2008


Da série "Arquitetura da Informação"




Escada da loja Louis Vuitton em Roma, Itália.

Cortesia do Renato Andrade para o Architecture






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Quinta-feira, Outubro 02, 2008


São Paulo Delenda Est
(as sete maravilhas do planeta bizarro)



O Alencastro lançou um desafio daqueles que não dá pra dizer não: quais prédios você demoliria na sua cidade?
Eis as minhas escolhas, com muitas exclusões injustas:


1.São Vito
Nem figuração no Ensaio Sobre a Cegueira esse pombal pós apocalíptico conseguiu. Passou da hora.




2. Intituto da Mulher
Em atividade, é o predio mais feio do mundo.




3.Predio Époclético Embargado da Pinheiros
Pior que estar na rota dos aviões (razão do embargo) é estar na rota das nossas vistas




4.WTroço
Precisa esperar ficar pronto? Economizaria nos vitrôzinhos da fachada...




5.Market Place
Esse prédio é 9 na escala Richter de vergonha alheia.




6.Bingo da 23 de Maio
Antes que a moda pegue




7.Memorial da América Chavista
Vazio como o conceito de America Latina.E se quiser levar a Uninove de brinde...





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Terça-feira, Setembro 30, 2008


RECAPITULANDO

Oi.

Essa é a Terra.



...de acordo com a densidade de conexões de internet



..de acordo com a intensidade de conexão entre cidades



...de acordo com o tráfico aéreo de um único dia.



Bom, agora vamos discutir identidade nacional em arquitetura.


PS: As pessoas migram para a europa no calor do dia. Nunca nenhum ornitólogo reparou isso?




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Sexta-feira, Setembro 26, 2008


DEMOLIR PARA CONQUISTAR



Engenheiros têm o modesto costume de chamar seus grandes feitos de “obras-de-arte”. Sim, ao lado da Nona Sinfonia, da Ultima Ceia e de Janela Indiscreta, segundo eles, figura, por exemplo, a Ponte do Piqueri. Bom, talvez não exatamente com o mesmo peso - afinal, o que são filmes ou quadros perto de um elevado sobre uma dúzia de pistas apinhadas de carros e um rio corrosivo?

Questão de gosto a parte, esse pequeno rompante de orgulho que assola a classe (ao contrário dos arquitetos, que continuam chamando de “projeto” até as suas obras já construídas) revela mais que uma prazerosa sensação de dever cumprido em relação ao árduo trabalho de interromper o trânsito por meses e atrasar a entrega ao ponto de ninguém mais se importe que cara tenha a ponte, desde que atravesse o rio; revela o status que obras faraônicas e pontuais exercem na psicologia da cidade.

Recauchutadas como “Obras de Mobilidade Urbana”, a nova geração de colossos construtivos promete soluções revolucionarias que garantam o transporte digno e eficiente do eleitor até as urnas.
Mais que isso: se tradicionalmente, a esperança de novos quilômetros de metrôs ou túneis é uma garantia líquida e certa de votos (no caso de alguns túneis em São Paulo, bem liquida), o conceito de grandes obras já se popularizou em outras frentes “urbanísticas”.

Já há algum tempo surgiu a teoria segundo a qual as escolas públicas precisam parecer clubes, os conjuntos habitacionais deveriam se igualar a condomínios, e os campinhos de várzea deveriam receber a Copa de 2014. Aparentemente, boa idéia.
Mas de boas (e abandonadas) idéias são ladrilhadas as estradas que levam ao inferno, ou, um pouco mais à frente, aquele novo conjunto habitacional da prefeitura.

O efeito colateral dessa lógica é um rastro de edifícios abandonados que se expandem em uma espiral a partir do centro transformando a cidade em um enorme queijo suíço – basta ver a quantidade de ratos em missão de reconhecimento. Mas assim como no queijo, eles são buracos, mas não são vazios. E aí está o paradoxo: a melhor forma de construir em uma metrópole hoje é, seguramente, demolir. O máximo que puder.

Nem é preciso dizer que a simples visão de um espaço vazio no centro de São Paulo – com toda a infra-estrutura de transporte, serviços e café espresso instalada – causa aos arquitetos uma sobrecarga quase insuportável de idéias. Mas a verdade é que provavelmente, a maioria desses prédios nem precisaria mesmo por abaixo; se o antigo hotel Hilton pôde virar (sabiamente) um cilíndrico tribunal de justiça, acho que todos prédios terão ao menos o direito de defesa garantidos antes de ir ao chão.

Além disso, sabemos que para cada subtração há um acréscimo. A reposição de prédios abandonados por apartamentos debruçados sobre o metrô ou escolas próximas do trabalho dos pais preencheria graciosamente os buracos com gente, eliminando a necessidade de expandir a cidade aos confins do Google Earth.

Os políticos talvez ainda não tenham enxergado ainda todo o potencial da demolição. Mas se os principais problemas urbanos no século XXI continuarão sendo o acesso à saúde, à educação, à segurança e principalmente chegar a tempo do jantar, o trabalho de equalizar as densidades e as distâncias dentro da cidade é que deveria ser considerado uma arte. Ou talvez não. Lugar de obra de arte é na Pinacoteca. Que fica no centro, e, aliás, já foi escola.



Publicado originalmente na revista MORAR de Setembro | Folha de São Paulo



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Segunda-feira, Setembro 22, 2008


LIVROS DE ARQUITETURA, NO FIM DO CORREDOR À ESQUERDA






O Fernando Lara propôs um desafio interessante, e resolvi fazer dele um meme muito simples: livros de arquitetura que eu recomendaria a estudantes e colegas arquitetos.
Segue a lista, tão arbitrária e limitada quanto a mente deste que vos digita.




101 Things I learned in architecture school. Matthew Frederick, MIT Press.
Um livro básico, como o próprio nome indíca, estruturado em tópicos que nos deixam uma certa nostalgia do que aprendemos de legal na faculdade, e no meu caso, das toneladas de coisas que ninguém se importou em ensinar quando passei por lá.
No geral, um livro que é muito expressivo em sua simplicidade

Content. Sim, Rem Koolhaas, como no.
Mais conciso que o SMLXL (ah vá!), esse livro com cara de revista traz vários textos importantes que apresentam como o arquiteto mais invejado contestado da atualidade vê a própria produção. E é divertido pacas.

A Natureza das Economias, Jane Jacobs.
Já lemos Morte e Vida Novaiorquina, certo, até já resenhei pra MORAR. É um dos clássicos que eu adoro.
Isso dito, acho esse minusculo livrinho é melhor. Não é exatamente de arquitetura, mas é um insight fundamental para entender como as cidades, e de resto, o mundo, funciona.

Da Bauhaus ao Nosso Caos. Tom Wolfe.
Há uma razão muito simples para se voltar sempre a esse livro: no fim das contas, a crítica arquitetonica ATÉ HOJE só leva o modernismo a sério.
Nada mudou desde que Mr Wolfe jogou luz sobre certos volumes nada inteligentes da arquitetura do século XX.

Life between buildings. Jan Gehl.
Ia colocar as lições do Hertzberger, mas acho esse menos esquemático e mais divertido. E a vida tem acontecido cada vez menso entre os edifícios ultimamente, so...

Mies van der Rohe – Architectural Monographs 11.
Já sabia que ia colocar o mies no livro/álbum de figurinhas, mas porque esse, e não o Mies van der Rohe at work, mais recente e mais bem editado? Simples. Esse tem croquis. Covardia.

Architect’s Drawings : a selection of sketches by world famous architecs through history.
Em uma época que mais que nunca os alunos se sentem inibidos em desenhar ( segundo relatos de professores amigos e observando estagiários que passam pelo escritório) , é muito importante entender a importância do desenho no processo projetual, de como o croquis é o primeiro a espressar uma determinada forma de enteder arquitetura. O croquis lá de cima é de Mario Botta. Capicce?

É isso por hora. Quando chegar em casa vou "lembrar" de mais volumes, if you know...

E vocês? Andam lendo o que?








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Quinta-feira, Setembro 11, 2008


7 anos, e ainda no ponto zero.






Algo deu errado. O que deveria ser a demonstração máxima de força e de soberania americana, o re-erguer triunfal das super-estruturas provando ao mundo o poder de superação, ainda está no "ground zero". Problemas políticos, econômicos, de viabilidade técnica - enfim, toda a sorte de infortúnios parece deixar o projeto das Torres da Liberdade na estaca zero. Ou quase. Fico na imensa torcida para o projeto literalmente "vingar" pois, sem medo de soar piegas, acho o 11 de setembro uma data difícil de esquecer.

Mas que está difícil do projeto sair do subsolo, está.



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Terça-feira, Setembro 02, 2008



Muito Além do Jardim, 1979




Muito Além do Jardins, 2007








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Sexta-feira, Agosto 29, 2008


Não aprendendo de Las Vegas



O carro ganha velocidade em uma larga avenida, perfeitamente retilínea. Seu reflexo o acompanha, ritmicamente interrompido no intervalo entre as fachadas espelhadas dos arranha-céus. São muitos deles, de ambos os lados, formando aquele vertiginoso vale de concreto e vidro, em grandes perspectivas que se entrecruzam compartilhando semáforos. Somado aos luminosos letreiros gigantes, o cenário evoca familiaridade, a consciência de já ter rodado aquelas ruas em vários filmes ao longo dos anos, exceto por um detalhe. As ruas estão completamente desertas, exceto por um ou outro senhor de turbante atravessando a rua. Abre los ojos, amigo. Você está em Dubai.

Muito em breve, essa será apenas umas das insólitas experiências que emergem no encontro entre o deserto com o Golfo Pérsico, na maior celebridade urbanística deste início de século. Mas se um pedaço de Manhattan boiando em uma jangada artificial em alto mar soa como uma nostalgia do século XX para você, não se apresse. A pororoca urbana que se forma quando o (dinheiro do) petróleo encontra o mar deixa um rastro maior que meros castelinhos de areia.
A ambição do emirado é digna das fábulas com que a cultura islâmica encantou o mundo. Erguer um monumento urbano para o novo século, reunindo para a tarefa os mais arrojados arquitetos do mundo, e oferecendo a eles recursos que pareceriam miragens nos cofres de qualquer cidade do mundo ocidental.

O sonho de Dubai é receber a atenção – turistas – de todo o mundo; por via das dúvidas, já tem reproduzida em sua costa o mapa-múndi, em forma de ilhas particulares distribuídas para alguns garotos-propaganda globais se sentirem em casa enquanto descansam entre as inúmeras atrações turísticas que a cidade oferecerá. Para os que preferem as alturas, pelo menos seis estrelas do céu já foram reservadas para o Burj-Al-Arab, o hotel-veleiro ancorado não muito longe da orla. Ou, se a vista da cidade à distância parecer monótona, talvez a opção seja dar uma voltinha pela cidade – mesmo sem sair do conforto do ar condicionado. O próprio prédio oferecerá uma providencial voltinha para você, girando em torno do seu eixo como uma perfuratriz – talvez correndo o risco de encontrar mais petróleo no processo. Como? Com engenho, e muito dinheiro.

Desde Las Vegas uma cidade não brotava do deserto com tamanho foco em entretenimento e oportunidades de torrar dinheiro de formas extravagantes; os turistas realmente não têm do que reclamar. Mas voltemos aos rapazes de turbante atravessando a rua lá atrás. O verdadeiro enigma de Dubai consiste em decifrar de onde eles estão vindo, e para onde eles vão. Como vivem as pessoas que desembarcam em Dubai sem a passagem de volta marcada? Não que exista uma contradição entre entretenimento e moradia em uma cidade – existe uma tensão constante, claro, como quem mora em São Paulo, por exemplo, sabe bem – mas essa é uma trégua que se constrói com o tempo. E tempo, na lenda de Dubai, é algo que faz as mil e uma noites parecerem uma eternidade. O oásis tem de ser instantâneo, ou não vai matar a sede do sheik. E aí está o problema.

Dubai pode se orgulhar da imagem auto-sugerida de arquipélago urbano, mas comete o equivoco fatal de ignorar que independente do tamanho da infra-estrutura encontrada em uma ilha deserta, todo mundo que nela chega se sente um náufrago.
Tão difícil quanto se adaptar a novos climas e temperos, será se apresentar aos outros náufragos. Suas histórias pessoais não têm um lugar em comum; é a cidade, cheia de lugares incomuns, que precisará revelar as esquinas onde amigos se encontram, parques onde se começam e terminam namoros, a saudável competição entre o melhor café de padaria. Até lá, as âncoras que amarram de verdade uma cidade nunca tocarão o solo, a as pessoas continuarão à deriva mesmo em solo firme.
Em uma época de permanente comunicação, o conceito de ilhas parece atender mais aos olhos (e satélites do Google) do que à vida de seus habitantes. As pontes, por enquanto, são poucas – a maioria aéreas – e não se propõe a muito mais que conectar os brinquedos urbanos distribuídos por longas e escaldantes avenidas.

Como parque de diversões, não há dúvida, o sucesso de Dubai já está garantido. Assim como é garantido que, passado o frisson inicial, terá de se reconstruir continuamente para continuar atraindo o interesse dos entediados viajantes globais. Seria bom, se simultaneamente, e sem alarde, uma pequena e menos vistosa Dubai fosse envelhecendo em um ritmo mais moderado, enfrentando seus dilemas com criatividade e paciência, mas garantindo a integração de seus verdadeiros moradores, para que não sejam nômades em suas próprias terras.

Publicado originalmente na Revista MORAR de Agosto | Folha de São Paulo, com belas fotos - que não são roubadas do google earth como as debaixo


O hotel 6 estrelas (parece que subiram pra 7)


A torre que roda, roda e avisa.


Ilha da fantasia individual para astros de Hollywood (mas essa segundo o kiko, é do Schumacher)


Bonus track 1:


É assim que se faz Dubai.

Bonus track 2:

Texto na The New Yorker, via Juliana "after the fall, tks again.





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Terça-feira, Agosto 26, 2008


Ray Kappe

No fim da primeira temporada de Californication (estou desconsiderando solenemente a hipótese de você não saber do que eu estou falando) a Karen descola uma reforma em uma casa projetada pelo Ray Kappe.

Quem? Pois é, esse é um mundo em que muita gente sabe quem é os glennmurcutts da vida, quase ninguem faz ideia de quem seja o Kappe.

Bom, vamos ao que importa

Essa casa não é a que aparece no seriado.

Nem essa.

Esse passeio virtual é dessa segunda casa.





A casa do seriado é essa. Tá vendo, é a Karen e o Hank ali.


* Foto roubada do arktek, linkado na lista telefônica aí ao lado.



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SEPARADAS POR DUAS POLTRONAS RIDÍCULAS










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Quinta-feira, Agosto 21, 2008


Photosynth



Você está enxergando o quadro acima? Se não, é porque ainda não instalou o plugin do Microsoft Labs Photosynth, alardeado neste blog
há algum tempo atrás. Bem, a tecnologia já evoluiu para um protótipo utilizável, como atestam essas fotos que eu fiz do sítio do meu tio. Podia ser um projeto bem melhor, concordo, mas era o que eu tinha em casa pra "sintetizar" no programa.

Eu aposto que é o próximo grande "hype" depois do google earth, pela facilidade de uso e pela real aplicação em mostrar o espaço, fazendo uma documentação virtual bem diferente de qualquer outro programa já desenvolvido. Imagine tirar centenas de fotos de uma casa para reformar, chegar no escritório e montar um modelo virtual da construção, hein? hein? Mais informações, aqui ó:

Homepagem Photosynth

Link do wikipedia

Artigo no globonline




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Sexta-feira, Julho 18, 2008



ARQUITETURA DA FELICIDADE

parte 1



parte 2



parte 3



parte 4



parte 5




Pronto, só mais esse lembrete importante e parei.

Não tem de que.




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Domingo, Julho 13, 2008



Ria, ria muito enquando pode....







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Quarta-feira, Julho 09, 2008





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Terça-feira, Julho 01, 2008


Às compras com Athos Bulcão


vá em "produtos" e encha seu carrinho

escrito, na verdade, e depois de muito tempo, por Lucas Corato




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